Artesãs transformam garrafas PET em arte
Se na maioria das casas esses materiais vão direto para o lixo, na família de Gláucia Oliveira, as garrafas vazias são reaproveitadas para a criação de peças artesanais, acessórios, chaveiros e colares.
O grupo nasceu de um sonho de dona Égide Oliveira, matriarca da família. Em março de 2009, dona Egíde ampliou seu trabalho e investiu na criação de bijuterias para atender encomendas de parentes e vizinhos. Uma produção pequena, com vinte peças por mês, que não compensava o esforço e o trabalho da família. O grande salto aconteceu quando o Ministério de Ciência e Tecnologia incluiu o grupo no projeto Moda Solidária. Hoje, ele prospera gradativamente e o número de 20 encomendas mensais já passou para 100, contando até mesmo com revendedores.
Além de gerar emprego, salário e renda, o uso do plástico na produção das peças garante sustentabilidade e responsabilidade social. A conscientização do uso de matérias recicláveis na produção da moda somada ao apoio do projeto Moda Solidária foram passos importantes para que o grupo se destacasse no mercado.
“Antes, as peças eram desenvolvidas sem nenhuma orientação técnica. Hoje, com ajuda de estilistas e designers, oferecidos pelo programa, o plástico ganhou forma de colar, chaveiro, sandálias e até mesmo enfeites de casa”, explicou Ângela Terenzi, técnica em projeto do Ministério Ciência e Tecnologia.
Iniciado no segundo semestre de 2009, o Moda Solidária - Geração de Trabalho e Renda - é um projeto do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UnB e da Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. A iniciativa tem como objetivo beneficiar famílias de comunidades que, através de aprimoramento técnico, da inovação no processo de produção e do suporte à comercialização, tem a possibilidade de obterem renda e ocupação através do setor de confecção.
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