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Vitrine Capital

 
Quinta, 21 de Janeiro de 2010

Artesãs transformam garrafas PET em arte

Em Planaltina, cidade entorno de Brasília, um grupo de artesãs encontrou uma maneira diferente para aproveitar as garrafas de plástico vazias

Foto: Divulgação

Se na maioria das casas esses materiais vão direto para o lixo, na família de Gláucia Oliveira, as garrafas vazias são reaproveitadas para a criação de peças artesanais, acessórios, chaveiros e colares.

O grupo nasceu de um sonho de dona Égide Oliveira, matriarca da família. Em março de 2009, dona Egíde ampliou seu trabalho e investiu na criação de bijuterias para atender encomendas de parentes e vizinhos. Uma produção pequena, com vinte peças por mês, que não compensava o esforço e o trabalho da família. O grande salto aconteceu quando o Ministério de Ciência e Tecnologia incluiu o grupo no projeto Moda Solidária. Hoje, ele prospera gradativamente e o número de 20 encomendas mensais já passou para 100, contando até mesmo com revendedores. 

Além de gerar emprego, salário e renda, o uso do plástico na produção das peças garante sustentabilidade e responsabilidade social. A conscientização do uso de matérias recicláveis na produção da moda somada ao apoio do projeto Moda Solidária foram passos importantes para que o grupo se destacasse no mercado.

“Antes, as peças eram desenvolvidas sem nenhuma orientação técnica. Hoje, com ajuda de estilistas e designers, oferecidos pelo programa, o plástico ganhou forma de colar, chaveiro, sandálias e até mesmo enfeites de casa”, explicou Ângela Terenzi, técnica em projeto do Ministério Ciência e Tecnologia.

Iniciado no segundo semestre de 2009, o Moda Solidária - Geração de Trabalho e Renda - é um projeto do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UnB e da Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. A iniciativa tem como objetivo beneficiar famílias de comunidades que, através de aprimoramento técnico, da inovação no processo de produção e do suporte à comercialização, tem a possibilidade de obterem renda e ocupação através do setor de confecção. 

Da Redação
Fonte
Tríplice Comunicação




 

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