O Mosaico Brasil Afetivo
O estudo Mosaico Brasil, coordenado pela professora Doutora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, e pelo Doutor Eurico Correia, Gerente médico de grupo de produtos da Pfizer, faz revelações sobre o que os brasileiros pensam a respeito de sexo, afeto e amor. Uma delicia, sob o ponto de vista informal e brincalhão deste povo, mas também é um suporte para que famílias repensem a sexualidade sob o ponto de vista educativo. Como éramos, como estamos e o que se espera para o futuro, sob à visão médica é um estudo para ser repensado e analisado tendo em vista a própria saúde física, sexual e mental.
A pesquisa pretende entrevistar oito mil pessoas, ainda está em fase de desenvolvimento. Já percorreu seis capitais brasileiras e terá sua finalização após mapear os hábitos de mais quatro capitais: Salvador, Manaus, Fortaleza e São Paulo. Fechando assim, o programa de estudos referente à afetividade dos brasileiros.
As revelações são um verdadeiro achado para quem ainda não se encontrou na embaraçosa situação da vida a dois e não tem a exata noção de seu papel em uma relação.
As conclusões mais relevantes foram também as que envolvem não só o lado sexual, mas também o social e o cultural, vejam algumas delas:
- Mulheres continuam iniciando a vida sexual com o namorado, detalhe, nesta fase, eles entendem que elas são amigas, mas elas os têm como namorados;
- Homens têm dificuldade para distinguir satisfação afetiva com a sexual;
- A preocupação da mulher em relação à sua aparência é equivalente à preocupação do homem com sua ereção;
- Viver com o parceiro sem sexo é mais aceitável entre as mulheres;
- Os vários tipos de reação da parceira frente à falha de ereção do homem, são captados por ele com alguma precisão;
- Só um percentual insignificante de mulheres são contra a utilização de medicamentos para as dificuldades de ereção;
- A maioria dos homens leva até trinta minutos entre a vontade de fazer sexo e a abordagem da parceira;
- 80% da população considera seu desempenho bom ou excelente, mas tem medo de decepcionar os parceiros;
- Os brasileiros falam mais de sexo hoje em família, do que há dez anos.
Além de muitas coisas relacionadas à cultura e mudanças comportamentais, o que há de mais humano no estudo é a maneira como os homens respondem as mesmas perguntas que são feitas para mulheres. Eles tendem a se colocar no primeiro lugar do pódio quando o assunto é ereção e sempre aumentam a quantidade de relações semanal. Enquanto as mulheres responderam que mantém duas por semana, eles disseram que mantém três. Será que eles estão pulando a cerca uma vez por semana e se esqueceram de nos avisar? rssss
É colaboradora e colunista de "Papo Sério" no Vitrine Capital, consultora, designer, produtora de moda e imagem, palestrante e pesquisadora dos modos, costumes e comportamento brasileiro.


