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Quarta, 17 de Setembro de 2008

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O Mosaico Brasil Afetivo

Os brasileiros falam mais de sexo hoje e em família, do que há dez anos

Foto: Ilustrativa

O estudo Mosaico Brasil, coordenado pela professora Doutora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, e pelo Doutor Eurico Correia, Gerente médico de grupo de produtos da Pfizer, faz revelações  sobre o que  os brasileiros pensam  a respeito de sexo, afeto e amor. Uma delicia, sob o ponto de vista informal e brincalhão deste povo, mas também é um suporte para que  famílias repensem a sexualidade sob o ponto de vista educativo. Como éramos, como estamos e o que se espera para o futuro,  sob à visão médica é um estudo para ser repensado e analisado tendo em vista a própria saúde física, sexual e mental.

A pesquisa pretende entrevistar oito mil pessoas, ainda está em fase de desenvolvimento. Já percorreu seis capitais brasileiras e terá sua finalização após mapear os hábitos de mais quatro capitais: Salvador, Manaus, Fortaleza e São Paulo. Fechando assim, o programa de estudos referente à afetividade dos brasileiros.

As revelações são um verdadeiro achado para quem ainda não se encontrou na embaraçosa situação da vida a dois e não tem a exata noção de seu papel em uma relação.

As conclusões mais relevantes foram também as que envolvem  não só o lado sexual, mas também o social e o cultural, vejam algumas delas:

    • Mulheres continuam iniciando a vida sexual com o namorado, detalhe, nesta fase, eles entendem que elas são amigas, mas elas os têm como namorados;
    • Homens têm dificuldade para distinguir satisfação afetiva com a sexual;
    • A preocupação da mulher em relação à sua aparência é equivalente à preocupação do homem com sua ereção;
    • Viver com o parceiro sem sexo é mais aceitável entre as mulheres;
    • Os vários tipos de reação da parceira frente à falha de ereção do homem, são captados por ele com alguma precisão;
    • Só um percentual insignificante de mulheres são contra a utilização de medicamentos para as dificuldades de ereção;
    • A maioria dos homens leva até trinta minutos entre a vontade de fazer sexo e a abordagem da parceira;
    • 80% da população  considera seu  desempenho bom ou excelente, mas tem medo de decepcionar os parceiros;
    • Os brasileiros falam mais de sexo hoje em família, do que há dez anos.

Além de muitas coisas relacionadas à cultura e mudanças comportamentais, o que há de  mais humano no estudo é a maneira como os homens respondem as mesmas perguntas que são feitas para mulheres. Eles tendem a se colocar no primeiro lugar do pódio quando o assunto é ereção e sempre aumentam a quantidade de relações semanal. Enquanto as mulheres responderam que mantém duas por semana, eles disseram que mantém três. Será que eles estão pulando a cerca uma vez por semana e se esqueceram de nos avisar? rssss

Ana Leite
É colaboradora e colunista de "Papo Sério" no Vitrine Capital, consultora, designer, produtora de moda e imagem, palestrante e pesquisadora dos modos, costumes e comportamento brasileiro.