A dignidade sexual, a luxúria e sua imagem
Atualmente é complicado para uma família sozinha oferecer educação sexual aos seus filhos tendo em vista sua banalização patrocinada por uma indústria que gasta bilhões para promover a luxúria. Neste contexto também não é fácil entender e aplicar o conceito de dignidade sexual sem evidenciar o conceito de luxúria: se entendermos que antes ela era combatida nos textos religiosos por ser um comportamento típico de presos, de prostitutas, de ébrios e de grupos sob-risco social e que atualmente se confunde com o comportamento popular, vê-se nitidamente que muitos aceitam sua propagação, mesmo que isso traga prejuízo à imagem individual e por extensão à imagem coletiva.
Na visão geral a dificuldade é encontrar uma definição para dignidade, pois mesmo trazendo em si garantia legal dos direitos fundamentais como liberdade, igualdade, intimidade e honra a dignidade sexual não se limita a questão de poder ser ou não um instrumento da luxúria, mas principalmente porque cada um deveria ter a capacidade de escolher seu próprio caminho, ser autor (a) de suas decisões, sem que haja interferência negativa de terceiros em seu pensar e decidir, mas a dignidade sexual propriamente dita seria a decência, o respeito a si e ao próximo, o decoro e a liberdade de escolha para que você, eu ou qualquer outra pessoa possa ter autonomia sexual sem ser constrangida pelas imposições do comportamento de massa.
Muito Já ouvimos falar de políticos, atletas famosos, empresários bem sucedidos e até de pessoas abaixo da linha da pobreza que abusa da luxúria e, neste sentido ela é um pecado comprometedor que segundo a doutrina católica, serve de abertura para outros como a prostituição, sodomia, incesto e pedofilia que são pecados relacionados à extravagância sexual. Segundo a mesma doutrina, os excessos podem gerar consequências que prejudicam o próximo como a transmissão de doenças sexuais, abortos e até danos à imagem moral de um povo, pois não se pratica essa atividade sozinho, além de causar prejuízo à economia.
Devemos agir racionalmente para sua diminuição, pois em excesso como acontece nos dias atuais já não é algo que se combate somente na esfera religiosa ou por ser tabu, mas é um caso de afetação econômica quando temos que custear com nossos impostos os danos à saúde de alguém que se tornou um proliferador de doenças; o pré-natal de uma gravidez não planejada; o combate ao tráfico de mulheres; a prostituição infantil entre outros, porem dado ao alto nível de aceitação e divulgação é difícil para qualquer um ir contra esse costume, pois é mais fácil negligenciar atitudes preventivas e educativas em prol da família e da dignidade sexual coletiva a ser rejeitado por parecer impróprio para o momento.
Para minimamente conter seus efeitos negativos que em minha opinião já se tornou (perdoe-me a expressão) uma forma de estupro coletivo, pois involuntariamente participamos como sujeito passivo e impotente diante de sua propagação, principalmente contra quem não pode oferecer resistência aos apelos por não saber a quem recorrer; seja pelo estado físico ou mental; pela pouca idade e até pela falta de discernimento para se defender, é preciso ficar atento ao exemplo dado às crianças, pois não dispõem de liberdade legal para prática sexual, mas são obrigadas a conviver com o constrangimento dos adultos que estimulam sua sexualidade através dos programas de TV, de imagens pornográficas facilmente encontradas e pelo assédio de outros canais incontroláveis, imprimindo nelas informações precoces em sua educação com as quais não sabem lidar.
Por fim é triste dizer, mas à exposição excessiva aos estímulos deixa a dignidade pessoal e coletiva longe do ideal além de provocar desordem no emocional coletivo, que se torna grave se a população não tiver base e maturidade para enfrentá-las. Diante do que se tem visto, acho que está na hora de começarmos a mensurar o peso desta aceitação e a defender nossa dignidade com atenção, pois o espaço que deveria ser seu foi usurpado pela luxúria, sendo esta muito aceita e bem vinda, pois se mostra mais alegre e fanfarrona que a dignidade, porém é irresponsável e costuma deixar seus seguidores com péssima imagem e desacreditados.

